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24 de julho de 2017 Rangel

Copa do Mundo

Faltando menos de um ano para a Copa do Mundo, quem são os reais favoritos a conquista?

Ao fechar os olhos, parece que foi ontem que dia de extrema alegria para o Brasil pela realização de uma Copa do Mundo sem marcas fora de campo, mas com cicatrizes incuráveis, para muitos, no campo e bola, chegava ao fim, sacramentando a Alemanha, pela quarta vez na história da Copa do Mundo, campeã da principal competição dos esportes. Como em uma piscada de olhos, os dias passaram e percebe-se que falta menos de um ano para este grande evento ser realizado novamente. A pergunta que fica no ar é a seguinte: quem serão as seleções que poderão lutar pela maior honraria em conquistar esta competição?

Ao se olhar o que as casas de apostas, em sua maioria, dizem, três europeus e dois sul-americanos – todos já vencedores desta competição, soam como os grandes favoritos, em teoria, a voltar a ter a posse do título mais valorizado do futebol mundial – em ordem: Alemanha, França, Brasil, Espanha e Argentina. Vamos falar um pouco mais delas.

A Alemanha, por ser a atual campeã mundial, campeã da Copa das Confederações – mesmo sem levar a sua melhor seleção para a disputa – e campeã europeu sub21, pelos resultados conquistados neste ciclo, já viria a ter os holofotes sobre si, mas junta-se a isso ser uma das camisas mais pesadas do futebol mundial, participante de incríveis oito finais desta competição – vencendo por quatro vezes esta disputa -, para que seu favoritismo para o próximo Mundial, sem dúvidas, fique sacramentado. A Alemanha, possivelmente, seja a seleção que consegue fazer o básico com a maior perfeição possível, juntando-se a isso uma frieza para saber sofrer nos momentos de pressão e uma técnica em crescimento – em todas as extremidades do campo – lhe fazem ser um grande favorito a conquista da próxima Copa do Mundo e as odds a variar em 6.50, justificam com clareza esta escolha.

A França ser considerado o segundo grande favorito a conquista da Copa do Mundo, friamente – até para mim – pode vir a soar como improvável, mas a se olhar tecnicamente para o que a França tem a seu dispor, vai ver que seu favoritismo não está tão fora da realidade assim. Principalmente no meio campo e ataque, se você não citar franceses na lista de melhores em suas posições da atualidade ou algum jovem de extremo valor – caso do quase inacreditável jovem Mbappé, do Mônaco -, é sinal de que não está a acompanhar o futebol com olhos além do seu time. Já tendo participado de duas finais de Copa do Mundo – sendo campeã em 1998, em casa -, ver a sua imensa quantidade de talentos formar um time forte – chegou a final da última Eurocopa, novamente em casa, mais a base da força do que da qualidade – parece ser seu grande obstáculo. A odd de 7.50 em variações, portanto, vai mais na parte teórica do que prática, para mim.

Para as casas de apostas, a seleção mais vitoriosa do futebol mundial, o Brasil, está no terceiro degrau dos favoritos. Talvez, os brasileiros – empolgados pela grande melhoria apresentada em quase todos os aspectos desde a chegada do técnico Tite -, discordem, mas se tais melhorias não estivessem a acontecer com alguém a portar a badalada camisa amarela, mereceria os mesmos holofotes? Sim, quando passou a ter um técnico de verdade, o Brasil venceu e convenceu em praticamente todos os jogos que disputou, mas ainda faltam mais testes contra seleções de escolas diferentes – as badaladas europeias, por exemplo – para afirmar, em meu entendimento, que as cicatrizes do humilhante 7×1 sofrido para a Alemanha na semifinal da última Copa do Mundo, tenha passado. Com uma tática apurada e sendo uma das seleções mais capazes na parte ofensiva, sim, a conquista poderá ser possível e a odd de 8.00 na maioria das casas de apostas, vão nesta direção.

A Espanha aparece como a quarta força na escala entre os favoritos para a Copa do Mundo. Talvez, possa ser precipitado por ora, sendo alguém que tenha mais forças a se apostar com mais certeza para um futuro próximo, mas se encaixar antecipadamente, porque não acreditar? A Espanha, até a Copa do Mundo de 2014, é quem ditava as ordens do futebol mundial e já tendo conquistado uma Copa do Mundo – perdendo o complexo de inferioridade em ser uma seleção do “quase” -, tendo uma seleção repleta de jogadores para o futuro, com uma base bem montada e experiente, que com a medida certa, pode dar liga, a Espanha pode correr por fora, mas sendo alguém que se acostumou a vencer e tem potencial para tal, não se pode descartar. A odd de 9.00 dada pelas casas de apostas me parece baixa.

Por fim, o segundo sul-americano nesta lista: a Argentina. A natural vice-campeã mundial, e duas vezes vice-campeã da Copa América neste ciclo, já mereceria algum tipo de destaque, né? Junta-se a isso uma seleção que tem em sua dianteira, na mais, nada menos, do que Lionel Messi a lhe comandar. Merece holofotes ou não? Bicampeão Mundial e participante de cinco finais de Copa do Mundo, possivelmente, a Argentina chegará a Copa do Mundo em tom diferente até do vice-campeonato Mundial em 2014, em meu entendimento – terá em seu comando um, técnico extremamente capacitado, Jorge Sampaoli, capaz de fazer a seleção argentina render na parte técnica, elevando a sua competitividade. Se o novo treinador conseguir dar um balanço tático e segurança a retaguarda da seleção, a Argentina irá merecer muito mais do que esta “humilde” quinta posição entre os favoritos a Copa – a odd em variantes 10.00, pode ser uma boa pedida, portanto.

São apenas palpites, né? Deixar a seleção italiana fora de uma lista entre os principais candidatos – seja com qual geração que a mesma esteja – soa como ousadia, imagina-se. A badalada “geração Playstation” da Bélgica, após por as asinhas de fora na última Eurocopa e tendo um técnico capaz a lhe comandar, não poderá surpreender? E os atuais bicampeões sul-americanos, Chile, sendo extremamente fortes no mata-mata, não poderão correr por fora?

A menos de um ano para a Copa do Mundo, a ansiedade aumenta, louco por respostas. Que o tempo passe mais rápido!